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Fogo alto A rede de restaurantes Madero avança no plano de abrir capital, segundo o fundador Luiz Durski Junior, que diz ter sido fortemente aconselhado a fazer a operação nos EUA. “Quem deve liderar nosso IPO, e estamos finalizando isso, é o Bank of America Merrill Lynch”, diz o empresário, cujos cálculos otimistas projetam avaliação de até R$ 10 bilhões. “O multiplicador lá ia ser muito maior, de 20 vezes. Se tivermos Ebitda em torno de R$ 500 milhões em 2021, daria isso”, diz.
Leia mais (10/14/2019 – 02h31)

A crise econômica argentina foi o principal tema do primeiro debate na TV entre os candidatos à Presidência, que opôs o atual mandatário em busca de reeleição, Mauricio Macri, ao opositor e líder nas pesquisas Alberto Fernández. O pleito ocorre em 27 de outubro.
Leia mais (10/13/2019 – 23h15)


Martin Scorsese, prestes a completar 77 anos, dirige “The irishman” Em novembro, Martin Scorsese completará 77 anos. Um dos diretores mais brilhantes de sua geração, ele brindará o público com o que promete ser uma nova obra-prima: “The irishman” (“O irlandês”), cujo trailer já está disponível. Num panorama cinematográfico onde imperam comédias rasas ou filmes de aventuras que ocupam centenas de salas, os amantes da sétima arte poderão se esbaldar com esse encontro de veteranos. O elenco é encabeçado por Robert de Niro (76 anos), Al Pacino (79) e Joe Pesci (76), atores cuja química já foi testada em diversas ocasiões.
Assim como em produções anteriores, como “Os bons companheiros”, “Os infiltrados” e “Cassino”, Scorsese fala da máfia e do seu papel na construção da identidade dos Estados Unidos como nação. Há inclusive menção a uma possível participação da Cosa Nostra no assassinato de John Kennedy. Essa também é uma história de violência, traição, reminiscências e perdas. O filme é baseado no livro “I heard you paint houses”, de Charles Brandt – “Eu soube que você pinta casas” era um eufemismo utilizado para identificar matadores de aluguel. A expressão foi criada porque o sangue das vítimas, normalmente abatidas a tiros, espirrava nas paredes… A Netflix bancou o projeto de mais de 150 milhões de dólares de Scorsese, cuja estreia nos cinemas ocorrerá no começo do próximo mês e, no streaming, no dia 27 de novembro.
Al Pacino e Robert De Niro, em “The irishman”, filme sobre a máfia dirigido por Martin Scorsese
Divulgação
São quase três horas e meia de projeção. Na abertura, a câmera percorre os corredores de um asilo até chegar a um idoso, o responsável pela narrativa de seus crimes e sobre os comparsas a quem serviu. Ele é Frank Sheeran, o irlandês interpretado por De Niro, que aprende a matar no Exército, ao servir durante a Segunda Guerra Mundial. Depois passa a trabalhar para o mafioso Russell Bufalino (Joe Pesci) e se torna o principal suspeito do assassinato do líder sindical Jimmy Hoffa, vivido por Pacino. Ao rememorar sua trajetória, ele lembra que, nos anos de 1950, “Hoffa era tão famoso quanto Elvis Presley”. Scorsese usou recursos digitais para “remoçar” o trio, uma vez que a história cobre décadas das vidas dos personagens. Os setentões, na frente e atrás das câmeras, estão mais afiados do que nunca.


Uma equipe de 60 especialistas quer descobrir mais sobre a cultura dos nabateus no deserto de Al Ula; é a primeira vez que um território desconhecido tão extenso da Península Arábica é investigado com métodos científicos. A misteriosa civilização que ocupou a Arábia Saudita há 2 mil anos
Richard Duebel
Os desertos rochosos de Al Ula, no noroeste da Arábia Saudita, são conhecidos por seus céus escuros, que permitem aos observadores de estrelas estudar facilmente corpos celestes sem o problema da poluição de luz.
Mas a região também atrai arqueólogos que buscam fazer o primeiro levantamento aprofundado da região, que tem aproximadamente o tamanho da Bélgica, em uma tentativa de conhecer mais sobre uma civilização misteriosa que já viveu ali.
Uma cultura há muito perdida, a civilização nabateia habitou o norte da Península Arábica e o sul do Levante entre o século 4 a.C. até 106 d.C.
Os nabateus governavam seu império na deslumbrante cidade de Petra, na Jordânia, mas fizeram de Hegra, hoje conhecida como Mada’in Saleh, em Al Ula, sua segunda capital. Seu status de civilização independente terminou com sua conquista pelo imperador romano Trajano.
Os nabateus tinham uma sofisticada tradição arquitetônica, influenciada pelos mesopotâmicos e gregos. Eles esculpiram fachadas de templos e túmulos em falésias rochosas e deixaram para trás sofisticados monumentos em pedra – mas muitos locais permanecem inexplorados.
Uma grande equipe internacional de mais de 60 especialistas começou a trabalhar em um projeto que durará inicialmente dois anos para pesquisar a área de 3,3 mil km², que foi habitada pelos nabateus por 200 anos, a partir de 100 a.C..
É a primeira vez que uma área tão grande de território mais ou menos cientificamente desconhecido é sistematicamente investigada.
Pesquisa pode colocar Arábia Saudita no mapa da história antiga
Tumba de Madain Saleh, em al-Ula, na Arábia Saudita, em foto de arquivo de 10 de fevereiro de 2019
Stephen Kalin/Reuters
Escavações são realizadas há algum tempo em Mada’in Saleh e outros locais reconhecidos como nabateus por arqueólogos sauditas, incluindo Abdulrahman Alsuhaibani, professor da Universidade King Saud. “Eu me concentrei nas civilizações dedanita e lihyanita”, explica ele.
“Agora que a Comissão Real de Al Ula está envolvida, será possível realizar um trabalho para entender mais profundamente como sociedades primitivas evoluíram.” O envolvimento da Comissão Real garante que tecnologia de ponta esteja à disposição dos arqueólogos.
Embora o serviço Google Earth e o olho treinado de especialistas permitam frequentemente distinguir características naturais e artificiais, aeronaves leves equipadas com câmeras especializadas que oferecem imagens mais detalhadas do território permitirão identificar características arqueológicas até então desconhecidas.
Segundo Rebecca Foote, arqueóloga americana responsável pela pesquisa da Comissão Real de Al Ula, os esforços anteriores se concentraram na escavação, porque uma pesquisa sistemática nesta escala requer tempo e recursos que estão disponíveis apenas agora.
Ela acredita que o escopo do empreendimento colocará a Arábia Saudita em evidência quando se trata da história antiga. “Sabe-se muito do primeiro ao terceiro milênio antes de Cristo e estamos bem informados sobre o Egito antigo e a Mesopotâmia”, ela reconhece.
“Mas descobriu-se relativamente pouco sobre a Península Arábica nos tempos antigos. Ainda não sabemos exatamente como nossas descobertas terão impacto sobre a compreensão da história antiga. Mas é provável que reformulem a visão do mundo nestes períodos.”
Foote passou muitos anos trabalhando em Petra, que continua a ser o monumento mais conhecido deixado pela civilização nabateia. Ela diz que a arqueologia aérea será a chave para explorar a arquitetura funerária desta cultura, monumentos e locais mais incomuns que, de outra forma, levariam anos para serem investigados.
“A tecnologia agora permite ter uma visão geral confiável e abrangente. Nada disso foi feito antes nesta escala”, explica ela.
Enquanto escavações anteriores lideradas pela França revelaram uma rede de comércio de incenso que percorria o lado oeste da península, passando por Al Ula, Foote quer aprender mais sobre o papel da água na prosperidade da região.
“Podemos imaginar que eles tinham uma economia agrícola bem-sucedida, mas havia cobrança de impostos sobre o incenso? Como administravam sua água?”
Tecnologia de ponta ajuda a fazer descobertas arqueológicas
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Com o estudo da hidrologia prestes a começar, as respostas devem começar a surgir, graças em parte ao trabalho da equipe de arqueologia aérea, que ajuda a identificar locais específicos.
Voando entre 600 e 900 metros de altura, o grupo de pesquisa liderado por Jamie Quartermaine, da organização Oxford Archaeology, já cobriu metade dos 11,5 mil locais previstos.
Conhecido como pesquisa preventiva, esse trabalho geralmente é realizado para garantir que não sejam erguidas construções próximo de sítios arqueológicos. “Aprendemos com os erros de outros países e estamos investindo para evitar danos aqui”, diz Quatermaine.
A pesquisa também ajuda a fornecer respostas para especialistas de áreas como arte rupestre. “Mesmo há cinco anos, o GPS não era suficientemente preciso. Hoje, estamos usando vários métodos diferentes de fotografia, incluindo drones, câmeras suspensas em aeronaves leves e ortofotografias aéreas de ponta”, afirma Quatermaine.
A ortofotografia produz uma representação fotográfica de uma superfície terrestre, no qual todos os elementos apresentam a mesma escala, livre de erros e deformações. Com câmeras posicionadas a 45º, essa técnica gera uma imagem a cada dois ou três segundos e produz assim milhares de fotos que permitem medir distâncias reais após serem realizados correções topográficas.
Um software especializado as combina em um modelo detalhado e de alta resolução da paisagem. Até agora, já foram encontrados desta forma locais e estruturas funerárias da Idade do Bronze.
Além disso, os drones são usados ​​com câmeras posicionadas na mesma angulação. “Isso nos permite ver não apenas o plano horizontal, mas até certo ponto o vertical. Estamos cientes de que podemos encontrar arte rupestre em locais específicos”, diz Quatermaine.
Na etapa final da pesquisa, membros de equipes especializadas irão a campo. Após cinco anos de trabalho no norte da Península Arábica, a especialista em arte rupestre Maria Guagnin está impressionada com o enorme banco de dados que está sendo criado sobre todos os períodos históricos. “Pela primeira vez, estão sendo analisados todos os aspectos da paisagem arqueológica”, ressalta ela.
“Nosso conhecimento da distribuição pré-histórica de animais é até agora amplamente dependente da localização de sítios arqueológicos e paleontológicos escavados. Muitas espécies foram consideradas ausentes na Península Arábica, mas a arte rupestre mostra o contrário.”
A presença de espécies de mamíferos não documentadas em Al Ula fornece novas informações sobre sua distribuição, bem como os tipos de habitat e vegetação disponíveis em eras pré-históricas nesta região.
Representações de animais também ajudam a datar esses registros. Considera-se improvável, por exemplo, que cavalos ou camelos com cavaleiros existissem antes de 1.200 a.C..
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Gado domesticado, ovelhas e cabras foram introduzidos na Península Arábica entre 6.800 a.C. e 6.200 a.C.. Eles foram domesticados no Levante e levados para a Arábia Saudita. Isso fornece uma maneira de datar a arte rupestre, porque, antes disso, é improvável que houvesse animais domésticos nesta área.
A grande quantidade de informações coletadas pela equipe internacional de Al Ula provavelmente será útil para sítios arqueológicos como Petra, incluindo a revelação de possíveis rotas entre Petra e Mada’in Saleh.
Abdulrahman Alsuhaibani está escavando há alguns anos em Dedan, um local onde há evidências de uma civilização que antecede os nabateus. Ele diz que o escopo do trabalho é tamanho, que serão necessárias gerações para entender seus resultados.
“O que torna esse trabalho tão importante no cenário mundial é que ele fornecerá uma compreensão não apenas de Mada’in Saleh e Petra, mas de civilizações anteriores amplamente desconhecidas por nós.”
Um dos papéis de Abdulrahman é treinar estudantes da Universidade King Saud, em Riad, que tem um pequeno posto avançado em Al Ula. “Eles estão aprendendo em meio a uma das mais extensas pesquisas e escavações. Os alunos de hoje poderão muito bem fazer descobertas que nem podemos imaginar hoje.”

Ele conseguiu. Em uma manhã fria vienense, o queniano Eliud Kipchoge, 34, conquistou seu espaço na história das corridas ao completar os 42,195 km da maratona em menos de duas horas. Ele cruzou a linha de chegada do Ineos 1:59 Challenge às 1h59min40seg. Kip, como é conhecido, há alguns anos já faz parte da calçada da fama […] … Leia post completo no blog
Leia mais (10/12/2019 – 05h16)