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Organizações como o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido recomendam que crianças entre um e três anos consumam 350 miligramas de cálcio por dia – pouco mais de meio litro de leite. Quando se trata de adultos, entretanto, as pesquisas sobre o efeito do leite de vaca são conflitantes. Intolerância à lactose e alergia ao leite, restrições que ainda causam confusão.
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Os humanos são os únicos seres vivos que bebem o leite de outra espécie. A maioria dos animais para de tomar leite ainda filhotes, quando começam a precisar de alimentos mais complexos.
Por que com os humanos é diferente?
As pessoas que vivem em partes do mundo onde as vacas foram domesticadas – começando no sudoeste da Ásia e se espalhando pela Europa – só passaram a serem capazes de digerir a lactose cerca de 10 mil anos atrás.
O resultado é que apenas cerca de 30% da população mundial continua produzindo lactase, a enzima necessária para ser capaz de digerir lactose até a idade adulta. O restante reduz sua produção após a fase de desmame da infância.
Cápsulas imitam o funcionamento da lactase; enzima que já temos no corpo
A maioria das pessoas torna-se intolerante à lactose, tornando os europeus que bebem leite, junto com algumas populações africanas, do Oriente Médio e do sul da Ásia, a exceção – e não a regra.
Mesmo aqueles que conseguem digeri-la podem querer reduzir a ingestão de leite por causa de outras preocupações, como saúde e os custos ambientais da pecuária, que têm impulsionado o crescimento do consumo de alternativas ao leite de vaca.
Mas existem benefícios para a saúde de trocar o leite de vaca por outra bebida, ou o leite de vaca fornece nutrientes vitais que não podemos obter de outras fontes? E o leite realmente agrava a intolerância à lactose da maioria das pessoas?
O leite de vaca é uma boa fonte de proteína e cálcio, além de nutrientes, incluindo vitamina B12 e iodo. Ele também contém magnésio, que é importante para o desenvolvimento ósseo e para a função muscular, e soro e caseína, que desempenham um papel importante na redução da pressão arterial.
O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido recomenda que crianças entre um e três anos consumam 350 miligramas de cálcio por dia, o que significa pouco mais de meio litro de leite.
Mas quando se trata de adultos, as pesquisas sobre o efeito do leite de vaca são conflitantes.
Embora o cálcio seja necessário para manter os ossos saudáveis, não está claro se uma dieta rica em cálcio aumenta a resistência a fraturas, por exemplo.
Vários estudos não encontraram redução significativa no risco de fratura por beber leite, enquanto alguns indicam que o leite pode, na verdade, aumentar a probabilidade.
Uma pesquisa realizada na Suécia descobriu que mulheres que bebiam mais de 200 mililitros de leite por dia – menos de um copo – apresentavam maior risco de fraturas. Nesse caso, entretanto, os autores ponderaram que as descobertas não necessariamente indicavam uma relação de causalidade. Pode ser que pessoas mais propensas a fraturas tendam a beber mais leite, alertam.
Mas o cálcio é crucial durante a adolescência para o desenvolvimento da força óssea, diz Ian Givens, especialista em nutrição da Universidade de Reading, na Inglaterra.
“Se você não tem o desenvolvimento ósseo correto na adolescência, corre um risco maior de ter fraqueza óssea mais adiante na vida, principalmente mulheres após a menopausa, quando perdem os benefícios do estrogênio”, diz Givens.
Preocupações com a saúde
Outra preocupação com o leite nas últimas décadas são os hormônios que ele tem.
As vacas são ordenhadas durante a gravidez, quando seus níveis de estrogênio aumentam 20 vezes. Embora um estudo tenha vinculado esses níveis de estrogênio ao câncer de mama, de ovário e uterino, Laura Hernandez, que estuda biologia da lactação na Universidade de Wisconsin, nos EUA, diz que a ingestão de hormônios através do leite de vaca não é motivo de preocupação.
Afinal, “o leite humano também contém hormônios – faz parte de ser um mamífero”, diz ela.
Uma revisão mais recente de estudos que investigam se a quantidade de estrogênio consumida via leite é prejudicial não encontrou motivo para preocupação.
Os pesquisadores descobriram que os níveis de estrogênio só começam a afetar os sistemas reprodutivos dos ratos quando estão presentes em 100 vezes os níveis encontrados no leite de vaca. Os pesquisadores só detectaram um aumento nos níveis de estrogênio em camundongos fêmeas e uma diminuição dos níveis de testosterona em camundongos machos após a dosagem atingir mil vezes os níveis normais.
É muito improvável que os humanos sejam mil vezes mais sensíveis aos níveis de estrogênio no leite do que os ratos, diz o autor do estudo, Gregor Majdic, pesquisador do Centro de Genômica Animal da Universidade de Liubliana, na Eslovênia.
Estudos também descobriram uma ligação entre a ingestão de leite e doenças cardíacas, devido ao conteúdo de gordura saturada. Mas o leite integral contém apenas cerca de 3,5% de gordura, o semidesnatado, em torno de 1,5% e o leite desnatado, 0,3%. As bebidas sem açúcar feitas de soja, amêndoa, cânhamo, coco, aveia e arroz têm níveis mais baixos de gordura que o leite integral.
Em um estudo, os pesquisadores dividiram os participantes em quatro grupos com base na quantidade de leite que consumiam e descobriram que apenas aqueles que bebiam mais – quase um litro por dia – tinham um risco aumentado de doença cardíaca. A associação pode ser porque aqueles que bebem tanto leite não têm uma dieta saudável, diz Jyrkia Virtanen, epidemiologista nutricional da Universidade do Leste da Finlândia.
“Apenas uma ingestão muito alta de leite pode ser ruim, não há pesquisas sugerindo que a ingestão moderada seja prejudicial”, diz ele.
Também é possível que aqueles com intolerância à lactose possam beber pequenas quantidades de leite de vaca. Alguns especialistas argumentam que sintomas adversos – como inchaço e cólicas estomacais – são uma resposta ao acúmulo de lactose no corpo, e cada indivíduo tem um limiar diferente antes de sentir os sintomas.
Christopher Gardner, cientista de nutrição do Stanford Prevention Research Center, na Califórnia, realizou um estudo comparando os sintomas de pessoas com intolerância à lactose quando bebiam duas xícaras de leite de soja, leite cru ou leite comum todos os dias. Ele descobriu que muitos deles não apresentavam sintomas graves.
“Descobrimos que a intolerância à lactose é menos uma dicotomia do que uma coisa gradual, e que muitas pessoas podem tolerar quantidades modestas de laticínios”, diz ele.
A crescente demanda por alternativas
Embora existam muitas pesquisas analisando os efeitos do leite de vaca em nossa saúde, há menos pesquisas sobre alternativas ao leite.
Uma olhada no corredor de leite de qualquer supermercado sugere uma demanda crescente por essas alternativas, feitas com soja, amêndoas, castanha de caju, avelã, coco, macadâmia, arroz, aveia ou cânhamo. O ingrediente principal é processado e diluído com água e outros ingredientes, incluindo estabilizadores, como goma de gelana e goma de alfarroba.
O leite de soja é o melhor substituto para o leite de vaca em termos de proteína, pois é o único com conteúdo de proteína comparável. Mas as proteínas em bebidas alternativas podem não ser proteínas “verdadeiras”, diz Givens.
“Pode ser uma proteína de qualidade substancialmente mais baixa que o leite, que é um ponto crítico para crianças e idosos em particular, que têm uma necessidade absoluta de proteína de alta qualidade para o desenvolvimento ósseo”, diz ele.
Não há pesquisas que sugiram que possamos obter muita nutrição dos principais ingredientes dessas bebidas, diz Sina Gallo, cientista em nutrição do departamento de estudos nutricionais e alimentares da George Mason University, na Virgínia, EUA. Eles podem conter outros micronutrientes, ela acrescenta, mas você não obtém os mesmos benefícios de uma bebida de amêndoa que obteria se comesse amêndoas.
As alternativas ao leite geralmente são enriquecidas com os nutrientes que ocorrem naturalmente no leite de vaca, como o cálcio. Mas os cientistas não sabem se vitaminas e minerais enriquecidos nos dão os mesmos benefícios à saúde que os que ocorrem naturalmente no leite de vaca e afirmam que são necessárias mais pesquisas para estabelecer as consequências da adição de cálcio.
Nos EUA, no entanto, o leite de vaca é enriquecido com vitamina D, e as pesquisas sugerem que isso pode ter efeitos benéficos semelhantes ao obter a vitamina naturalmente da exposição ao sol.
No entanto, especialistas recomendam que não acreditemos que essas alternativas sejam iguais para crianças, diz a nutricionista Charlotte Stirling-Reed – mesmo quando fortificadas. “O leite de vaca é um alimento muito denso em nutrientes, e o leite vegetal enriquecido nem sempre cobre todos os nutrientes”, diz ela.
Stirling-Reed argumenta que precisamos de orientações de saúde pública sobre se bebidas alternativas podem ser usadas como substituto do leite de vaca para crianças e idosos.
“Mudar as crianças do leite de vaca para outras bebidas pode gerar um problema de saúde pública, mas ainda não temos muita pesquisa sobre isso.”
Também há preocupações sobre o que as alternativas ao leite contêm e o que elas não têm. Embora o leite de vaca contenha lactose, um açúcar que ocorre naturalmente, as alternativas ao leite geralmente contêm açúcar adicionado, o que é mais prejudicial à nossa saúde.
Decidir beber leite de vaca ou uma das muitas alternativas pode nos deixar confusos – em parte porque existem muitas opções. Escolher sua alternativa ao leite deve envolver analisar as informações nutricionais de cada uma e decidir qual bebida é melhor para você individualmente.
Alguém que não é intolerante à lactose, com alto risco de desenvolver osteoporose ou doença cardíaca, por exemplo, pode escolher o leite de vaca com baixo teor de gordura, enquanto alguém que se preocupa com o meio ambiente pode escolher aquele com o menor custo ambiental.
“Você pode decidir qual bebida combina com você e continuar a refinar sua dieta e tomar as decisões certas para o seu contexto”, diz Gardner.
Qualquer que seja sua decisão, você não estará perdendo nutrientes vitais se seguir uma dieta equilibrada. Na maioria dos casos, um substituto pode ser usado no lugar do leite. “Embora não seja necessário evitar o leite, também não é necessário que bebamos leite”, diz Virtanen.
“Ele pode ser substituído por outros produtos – não há um componente alimentar ou alimento absolutamente necessário para a nossa saúde.”
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Estudo feito em Campinas encontrou milhões de bactérias e fungos em panos de pia, panos de prato, rodinhos, ralos, lixeiras de pia e outros produtos. Micro-organismos podem causar de diarreia a infecção urinária. Pesquisa de Campinas analisa contaminação de 7 itens de pias de cozinhas; ranking
Se você é daqueles que acham que só trocar o saco da lixeirinha da pia, dar uma lavada rápida no paninho, na esponja e na tábua de carne são suficientes, fique atento aos riscos de contaminação cruzada na sua cozinha. Uma pesquisa feita em Campinas (SP) analisou esses e outros produtos e encontrou milhões de fungos e bactérias prejudiciais à saúde, que podem causar desde diarreia a infecção urinária.
O estudo durou três meses e foi conduzido pelo curso de biomedicina do Centro Universitário UniMetrocamp Wyden. Nove cozinhas de casas escolhidas aleatoriamente receberam as pesquisadoras para coleta de amostras de sete itens que ficam na bancada da pia.
Ranking da contaminação
Lixeira – 1,744 milhão de bactérias e 1.180 fungos
Esponja de lavar louça – 1,322 milhão de bactérias e 440 fungos
Ralo – 1,302 milhão de bactérias e 801 mil fungos
Pano de pia – 1,200 milhão de bactérias e 4 mil fungos
Pano de prato – 975 mil bactérias
Rodo de pia – 242,7 mil bactérias e 15.750 fungos
Tábua de carne – 16,4 mil bactérias e 8.170 fungos
Milhões de fungos e bactérias encontrados em itens que ficam sobre a pia de cozinhas domésticas. Pesquisa foi feita em Campinas.
Patrícia Teixeira/G1
Alguns dos micro-organismos identificados pela pesquisa foram E.Coli, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Enterobacter aerogenes, Candida e Rhodotorula.
“Se você esquece de lavar as mãos, isso acaba passando para o alimento. Se muitas vezes você vai consumir aquele alimento cru, que é uma verdura, um legume, que não vai sofrer cozimento, essas bactérias vão ser ingeridas por você durante a alimentação, e pode causar problemas desagradáveis”, afirma a orientadora da pesquisa e doutora em ciências de alimentos Rosana Siqueira.
Pessoas com imunidade baixa, crianças e idosos estão mais sujeitos a problemas de saúde por conta da exposição aos micro-organismos, segundo o estudo.
Lixeira de pia de cozinha e rodo podem conter bactérias e fungos, aponta estudo de Campinas.
Arquivo pessoal
Os sintomas de contaminação pelos agentes identificados são:
diarreia
febre
vômitos
dores abdominais
intoxicação alimentar
dor de garganta
infecção urinária
Tábua de alimentos e ralo de pia merecem atenção quando o assunto é contaminação na cozinha. Pesquisa de Campinas encontrou bactérias e fungos.
Patrícia Teixeira/G1
Ideal é lixeira no chão
A lixeirinha chamou a atenção pela falta de higiene. Foram analisadas as partes externa, interna e a tampa.
“Às vezes a gente passa a semana, meses, sem limpar o lixinho com água sanitária ou álcool, por falta de tempo e por não saber que tem tanto micro-organismo. Às vezes fica úmido e favorece bastante o crescimento. A maioria das pessoas acaba só trocando o saquinho”, afirma a graduanda Fernanda Baptista.
Fernanda também explica que o ideal é que as cozinhas domiciliares tenham a lixeira no chão, com pedal, para evitar o uso das mãos. Se for na pia, precisa ser bem limpa.
“O lixinho fica no local onde é feita a manipulação do alimento, então a gente pode contaminar a mão e, assim, contaminar o alimento”, explica a aluna Sarah Stocco, que também realizou as coletas e análises. A terceira integrante do estudo é a graduanda Julie Aki Mashima.
Análise de amostra retirada de um dos itens contaminados na cozinha durante pesquisa feita em Campinas.
Patrícia Teixeira/G1
Hora certa de descartar
Cada item deve ser observado para verificar o momento de fazer o descarte. O ralo precisa ser lavado com água quente e, em caso de ficar muito desgastado, precisa trocar, segundo orientação da professora Rosana.
“A tábua, quando você vê a presença de ranhuras, manchas, está na hora de trocar. As bactérias podem ficar acumuladas nessas ranhuras. E você usa para carne, para legumes”.
“As bactérias não resistem muito à água quente”, explica.
Aquele paninho “limpa tudo” deve ser descartado após o uso. Rosana orienta que, se for usado, ele seja recortado em tamanhos pequenos.
“A gente acaba deixando úmido, isso favorece o desenvolvimento de micro-organismos. A gente não usa só na pia, mas para limpar o fogão e outros objetos. A gente fica trocando de lugar, da pia vai para a mesa, da mesa para o fogão”.
O pano de prato usado para secar a louça não deve ser o mesmo que enxuga as mãos. “Ficou úmido, já troque seu pano de prato para não ter o problema de contaminação”.
Pano de prato, esponja e paninho de pia concentram fungos e bactérias se não forem higienizados, segundo pesquisa de Campinas.
Patrícia Teixeira/G1
Tanto o rodo quanto a esponja devem ser limpos e guardados secos. Rosana também alerta para que a louça não fique muito tempo acumulada na pia, principalmente em dias de calor. A alta temperatura aumenta a proliferação de fungos e bactérias.
“Esses micro-organismos estão presentes no nosso dia a dia, na água, no solo, nos alimentos que a gente traz para a nossa casa. O importante é controlar esse crescimento”, ressalta a pesquisadora.
Como evitar a contaminação cruzada
Higienização dos objetos precisa ser regular para reduzir a proliferação de bactérias e fungos na cozinha.
Lixo deve ser retirado todos os dias da lixeira, principalmente à noite, para evitar ficar muito tempo armazenado.
Sempre que possível, lavar a lixeira e a tampa (com água quente ou água sanitária) e deixar secar antes de colocar o saquinho.
Ferver a esponja de lavar louça, ou colocar por 1 minuto em um pote de vidro com água no micro-ondas.
Lavar tábua de carne, pia e ralo com água quente.
Trocar os produtos de limpeza eventualmente. O uso excessivo do mesmo produto pode gerar maior resistência dos micro-organismos, que ficam imunes com o tempo.
Da esq. para dir., a graduanda Fernanda Baptista, a orientadora Rosana Siqueira e a graduanda Sarah Stocco, da UniMetrocamp, em Campinas.
Patrícia Teixeira/G1
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Velocidade O primeiro ano do governo Bolsonaro se aproxima do fim mantendo o respeito do empresariado pela equipe econômica. Mas na opinião de João Amoêdo, fundador do partido Novo, preferido do mercado na eleição de 2018, as reformas administrativa e tributária e as privatizações poderiam ter sido aceleradas. Amoêdo diz que Paulo Guedes derrapou ao falar em AI-5 e recomenda a prática de citar fontes de dados divulgadas em redes sociais para dar noção de estabilidade.
Leia mais (12/07/2019 – 02h31)


Companhia enfrenta 42.700 ações naquele país que relacionam o pesticida a câncer. É o agrotóxico mais vendido no mundo. Glifosato é usado em agrotóxicos nas plantações de soja, milho e algodão
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A alemã Bayer chegou a um acordo com reclamantes para adiar seus próximos dois processos nos Estados Unidos relacionados a alegações de que pesticidas baseados em glifosato tenham efeito causador de câncer.
Isso garante à companhia mais tempo para negociar possíveis acordos.
Glifosato é o agrotóxico mais vendido do mundo
Em São Francisco, Justiça associou glifosato a câncer
Há 11 anos, Anvisa está reavaliando o produto
Espera-se que a empresa, que enfrenta 42.700 processos nos EUA, eventualmente pague para deixar os litígios. Analistas estimam um futuro acordo em torno de US$ 8 bilhões a US$ 12 bilhões.
A Bayer acertou com um dos reclamantes um adiamento de cerca de seis meses em um caso no Tribunal Superior da Califórnia do condado de Lake, que estava marcado para 15 de janeiro, disse um porta-voz da empresa.
Um segundo caso, que teria início em 21 de janeiro, também na Califórnia, foi adiado para uma data ainda a ser determinada.
A Bayer afirmou que os adiamentos geram mais tempo para que a empresa e os representantes dos reclamantes “se engajem construtivamente no processo de mediação”.
Outros processos com início marcado para este ano já haviam sido postergados.
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Menos tempos assistindo TV e mais tempo brincndo na rua, jogando bola, pedalando, pulando corda. Neste episódio da série Amanhã Saudável, você vai entender a importância de aumentar a prática de atividade física e de diminuir o tempo em que as crianças ficam em frente às telas.
Veja como a Ana Clara tem encarado esses amigos e inimigos dos hábitos saudáveis.


Sociedade de Pneumologia diz que pacientes vaporizam tetrahidrocanabinol (THC) em dispositivos comprados nos Estados Unidos. Usuário de cigarro eletrônico; doença pulmonar não identificada está ligada ao produto
Christopher Pike/Reuters
Três pessoas foram diagnosticadas no Brasil com danos nos pulmões associadas ao uso de cigarros eletrônicos, de acordo com alerta da Sociedade Brasileira de Pneumologia Torácica (SBPT). Na terça-feira (3), a SBPT comunicou os diagnósticos e alertou para os riscos do uso do equipamento. A venda dos dispositivos é vetada no país.
A SBPT confirmou que os casos identificados no Brasil são decorrentes da vaporização de tetrahidrocanabinol (THC) e que todos os pacientes adquiriram o dispositivo nos Estados Unidos. O G1 entrou em contato com a Anvisa em busca de balanços oficiais do governo e, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.
Cigarro eletrônico: 7 respostas sobre mortes, legislação e maconha
Entenda os perigos de cigarros eletrônico e tradicional
“Foram confirmados três casos até agora”, disse ao G1 Jose Miguel Chatkin, presidente da SBPC. “Mas a pedido dos médicos e dos próprios pacientes, não podemos identificá-los. O que fazemos é um alerta para que profissionais da saúde saibam identificar este problema.”
‘Injúria pulmonar’
Os sintomas decorrentes do uso destes equipamentos costumam incluir tosse, dor torácica e dispneia, disse a SBPT em um comunicado. A instituição destacou também dores abdominais, náusea, febre, calafrios e até perda de peso.
O especialista explicou que ainda não há um termo brasileiro para identificar os danos causados pelo uso de cigarros eletrônicos e que os médicos usam o conceito importado dos EUA Injuria Pulmonar Relacionada ao Uso de Cigarro eletrônico (Evali, da sigla em inglês).
“Falamos em, injúria ou agressão, porque há uma substância ainda indefinida que agride algumas partes do aparelho respiratório, principalmente o interstício, que é um tecido pulmonar que conecta vasos e brônquios, é ele que está sofrendo com essa agressão”, definiu Chatkin.
No Brasil, o tratamento indicado prevê a suspensão imediata do uso do cigarro eletrônico, uso de corticoides e até mesmo a internação para acompanhamento em casos de pacientes dispneicos ou com a respiração prejudicada.
Hospitais devem notificar Anvisa
Em outubro deste ano a Anvisa pediu que instituições de saúde do Brasil enviassem alertas sobre relatos de problemas relacionados ao uso de cigarros eletrônicos. Ao todo, 252 instituições de saúde do país farão parte da “Rede Sentinela”, que contribuirão para a criação de um diagnóstico nacional.
Para a agência, esta ação deve reduzir os riscos de que aconteça no país o mesmo que nos Estados Unidos, onde pelo menos onze pessoas morreram por causa de doenças pulmonares severas relacionados a esse hábito. Veja abaixo, em vídeo, como esta rede vai operar:
Anvisa decide enviar alertas sobre efeitos causados pelo cigarro eletrônico
Em nota, a Anvisa disse naquela ocasião que ação tem como objetivo reunir informações para antecipar e prevenir uma crise de saúde como a que tem sido noticiada nos Estados Unidos, onde há casos de uma doença respiratória grave, levando a óbitos, associada ao uso desses dispositivos.
A SBPT reforçou que todos os casos que chegarem à instituição e forem confirmados serão encaminhados para a agência sanitária brasileira, e Chatkin destacou a dificuldade que os profissionais da saúde têm em identificar possíveis casos de danos nos pulmões.
“Muitos passam despercebidos, por canta de ter sintomas muito parecidos com uma gripe. Apenas aqueles pacientes que evoluíram mal e acabam indo para o hospital é que recebem uma melhor avaliação e podem ter essa situação confirmada”, disse o pneumologista.
Mortes registradas nos EUA
Autoridades de saúde pública dos EUA confirmaram até o final de novembro ao menos 47 mortes e 2.290 casos de hospitalizações no país.
Várias das doenças registradas podem ter relação com produtos contendo acetato de vitamina E, um óleo que pode ser perigoso se inalado. Entre esses componentes, estão derivados da cannabis.
“Nos EUA, se aponta que essa agressão possa estar relacionada ao uso de maconha, que tem que seer misturada com a vitamina E. Há registros de que essa substância foi encontrada dentro de células de defesa do corpo, indicando que há uma relação entre os casos com a vaporização”, disse o presidente da SBPT.
A Food and Drug Administration (FDA), a “Anvisa” norte-americana, ainda não determinou a regulação do produto e jogou essa resolução para 2022, algo que gerou muitas críticas internas.
Cigarro eletrônico surgiu como promessa de auxílio para quem deseja parar de fumar
Isabella Mendes/Pexels
Mais de 9 milhões de pessoas fumam os e-cigarettes nos Estados Unidos, de acordo com o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Embora o produto seja proibido no país desde 2009, sem nunca ter sido registrado por aqui, seu uso já é observado em várias cidades brasileiras. Em um parecer de 2017, a Anvisa informou que o cigarro eletrônico transmite uma falsa sensação de segurança ao fumante.
A Anvisa justifica essa decisão com “a falta de comprovação científica sobre a eficácia e segurança do produto”, especialmente quando apresentado como instrumento para parar de fumar. Também está vetada a publicidade e a importação do produto.
Cigarro comum x cigarro eletrônico: compare o funcionamento de cada um
Roberta Jaworski/G1
VÍDEOS SOBRE O CIGARRO ELETRÔNICO
Veja vídeos do Bem Estar sobre o tema:
Cigarro eletrônico é tão ruim quanto o tradicional
Teste mostra que índice de nicotina em cigarro eletrônico é o mesmo do cigarro comum
Doutora Ana Responde: Cigarro eletrônico ajuda a parar de fumar?
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Com o envelhecimento, estrutura que protege o sistema nervoso central, bloqueando substâncias tóxicas, perde eficiência O declínio cognitivo que ameaça o envelhecimento poderá ser detido, ou pelo menos retardado, através de drogas que eliminariam processos inflamatórios no cérebro. A incrível novidade foi publicada ontem na revista médica “Science Translational Medicine”, criada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência. Trata-se de um trabalho conjunto dos pesquisadores Daniela Kaufer, da Universidade de Berkeley, Califórnia, e Alon Friedman, das universidades Ben-Gurion do Negev (Israel) e Dalhousie (Canadá). Embora ainda restrito a experiências feitas com camundongos, tem grande potencial de aplicação em humanos.
A pesquisadora Daniela Kaufer, da Universidade de Berkeley
Divulgação: Berkeley University

Os cérebros de ratinhos senis que receberam a droga passaram a se assemelhar aos de cobaias mais jovens o que, segundo a cientista, é promissor. “Nossa tendência é pensar o cérebro mais velho da mesma forma como encaramos a degeneração neurológica: como se a idade avançada envolvesse a perda de funções e a morte das células. No entanto, essa descoberta nos conta uma nova história sobre por que o cérebro não está funcionando bem: é por causa de uma carga inflamatória que pode ser combatida”, afirmou a doutora Kaufer.
Para entender o alcance do achado desses cientistas, uma breve explicação: a “blood-brain barrier”, ou barreira hematoencefálica, é uma estrutura que protege o sistema nervoso central, bloqueando o acesso de substâncias tóxicas. No entanto, com a idade, esse “escudo” natural vai perdendo eficiência e toxinas e patógenos acabam chegando ao cérebro, desenvolvendo um quadro inflamatório que pode estar associado aos sintomas de demência. Depois dos 70 anos, quase 60% dos adultos começam a apresentar falhas nessa barreira – foi o que mostraram os exames de ressonância magnética realizados por Friedman.
Aí entra em cena o também cientista Barry Hart, que sintetizou uma molécula, chamada IPW, que bloqueia os receptores que dão início à inflamação. Além de aliviar os sintomas, a droga consegue reparar a barreira danificada. “Quando eliminamos esse ‘nevoeiro’ da inflamação, em questão de dias o cérebro senil rejuvenesceu. É um achado que nos deixa muito otimistas porque mostra a plasticidade do cérebro e sua capacidade de recuperação”, completou a doutora Kaufer.

Pergunte aos universitários Os espanhóis da construtora Acciona –que no mês passado assinaram contrato para assumir a PPP da linha 6-laranja do metrô de São Paulo– ficaram irritados com a informação circulada nos últimos dias de que há uma empresa chinesa negociando com o consórcio Move SP para tentar ultrapassá-los. As discussões em paralelo com os chineses estariam acontecendo por meio de um representante português. A linha ligará o bairro de Brasilândia à estação São Joaquim. 
Leia mais (12/05/2019 – 02h32)